coletes há muitos
engraçado como estas coisas acontecem
vinha agora de aveiro
tomei a a17 e houve uma altura em que fui obrigada a deixá-la para virar em direcção à minha casa em cavs
quem conhece o local sabe que a estrada nos leva a uma rotunda de dimensões generosas com duas faixas
pois bem
eram duas da manhã e ali estava eu a entrar na rotunda
em cada sítio possivel
em cada espaço existente
estava colocada estrategicamente uma brigada da gnr
cada brigada um carro e três ou quatro agentes
mas eram tantos que parecia fantasia
ao todo deviam ser um oito carros e coletes verdes por todo o lado
cá volto eu ao quer dizer
quer dizer
deviam estar a fazer uma operação stop
evidente
e não havia escapatória para ninguém
mas o curioso é que não estava nenhum carro civil a ser inspeccionado
digamos
parado
ou seja
parti do princípio que seria inevitével a medição da minha carga eólica
etílica
desculpem
entro na rotunda de peito feito estilo comandante da brigada
ou seria melhor dizer inconscientemente
e ninguém me faz sinal para parar
foscass
que passa?
dei mais uma volta
e os artolas continuaram a olhar para mim como para uma couve no quintal
fiquei chateado
dei mais uma voltinha para me certificar que não estavam a gozar comigo e nada
ninguém me mandou parar
vai daí que parei mesmo
assim voluntariamente
afinal fizemos o 25 de abril para quê?
foi para estas merdas
o agente Rodrigo acercou-se da minha viatura
reparem no estilo literário
e a modos que perguntou se eu era estúpido
apesar de ser caucasiano e não estúpido optei por omitir uma resposta
achei que me estava a provocar e se há coisa que eu não faço é entrar nessas cenas
assim que a modos de conversa perguntei-lhe eu porque é que não me tinham mandado parar
e o sr agente disse que eu tinha cara de ser um homem inocente e bom
e que tinham instruções claras do ministério para casos destes
foscass
fiquei mais irritado
perguntei se ele era a favor do aborto
e o sr agente afirmou que era 50% contra e 60% a favor
e disse também que o aborto involutário devia ser obrigatório
nesse momento passou o meu carro comigo lá dentro e continuou viagem
fiquei assim numa situação comprometedora
e apenas consegui vestir um colete verde e fazer-lhes companhia
vinha agora de aveiro
tomei a a17 e houve uma altura em que fui obrigada a deixá-la para virar em direcção à minha casa em cavs
quem conhece o local sabe que a estrada nos leva a uma rotunda de dimensões generosas com duas faixas
pois bem
eram duas da manhã e ali estava eu a entrar na rotunda
em cada sítio possivel
em cada espaço existente
estava colocada estrategicamente uma brigada da gnr
cada brigada um carro e três ou quatro agentes
mas eram tantos que parecia fantasia
ao todo deviam ser um oito carros e coletes verdes por todo o lado
cá volto eu ao quer dizer
quer dizer
deviam estar a fazer uma operação stop
evidente
e não havia escapatória para ninguém
mas o curioso é que não estava nenhum carro civil a ser inspeccionado
digamos
parado
ou seja
parti do princípio que seria inevitével a medição da minha carga eólica
etílica
desculpem
entro na rotunda de peito feito estilo comandante da brigada
ou seria melhor dizer inconscientemente
e ninguém me faz sinal para parar
foscass
que passa?
dei mais uma volta
e os artolas continuaram a olhar para mim como para uma couve no quintal
fiquei chateado
dei mais uma voltinha para me certificar que não estavam a gozar comigo e nada
ninguém me mandou parar
vai daí que parei mesmo
assim voluntariamente
afinal fizemos o 25 de abril para quê?
foi para estas merdas
o agente Rodrigo acercou-se da minha viatura
reparem no estilo literário
e a modos que perguntou se eu era estúpido
apesar de ser caucasiano e não estúpido optei por omitir uma resposta
achei que me estava a provocar e se há coisa que eu não faço é entrar nessas cenas
assim que a modos de conversa perguntei-lhe eu porque é que não me tinham mandado parar
e o sr agente disse que eu tinha cara de ser um homem inocente e bom
e que tinham instruções claras do ministério para casos destes
foscass
fiquei mais irritado
perguntei se ele era a favor do aborto
e o sr agente afirmou que era 50% contra e 60% a favor
e disse também que o aborto involutário devia ser obrigatório
nesse momento passou o meu carro comigo lá dentro e continuou viagem
fiquei assim numa situação comprometedora
e apenas consegui vestir um colete verde e fazer-lhes companhia



